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Egito

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    O Egito é um país localizado no nordeste da África, numa região predominantemente desértica, que inclui também a península do Sinai, na Ásia, o que o torna um Estado transcontinental. Com uma área que hoje se aproxima de 1.000.000 km², se limitando a oeste com a Líbia, a sul com o Sudão e a leste com a Faixa de Gaza e Israel. O litoral norte é banhado pelo mar Mediterrâneo e o litoral oriental pelo mar Vermelho, sendo cortado praticamente ao meio no sentido sul-norte pelo Rio nilo. A capital é a cidade do Cairo, a maior e mais populosa cidade do país e do continente africano.

    O antigo nome egípcio para o Egito era Kemet ou "terra negra" (kem "negro"), devido o solo fértil negro depositado pelas cheias do rio Nilo, tornando o solo muito distinto da "terra vermelha" do deserto. O nome se alterou ao longo do tempo para kimi na fase copta da língua egípcia e no grego primitivo como Khemía. Os nomes do Alto e do Baixo Egito eram TaSheme'aw, "terra da junça", e TaMehew "terra do norte". O nome árabe moderno e oficial para o país, é de origem semita, diretamente relacionado com outros termos semíticos para o Egito, como o hebraico Mizraim, literalmente "os dois estreitos" (referência ao Alto e Baixo Egitos). A palavra possuía originalmente a conotação de "metrópole" ou "civilização" e também significa "país" ou "terra de fronteira". O termo português "Egito" deriva do grego antigo Aígyptos, por meio do latim Aegyptus, e já era registado no vernáculo no século XIII. A forma grega, por sua vez, advém do egípcio HaKPhtah, "morada de Ptá", denominação de Mênfis, capital do Antigo Império.

   • O Período Pré-histórico (40.000-3.200 a.C.): os primeiros vestígios de homens habitando o vale do Nilo iniciam durante o paleolítico sob a forma de artefatos e pedras trabalhadas ao longo do rio Nilo e nos oásis, pertencente a povos que ficaram conhecidos através dos nomes dos locais onde foram encontrados seus vestígios, como os povos do Paleolítico (40.000-25.000 a.C.) Wadi Halfa (que já construia moradias), Ateriana e Khormusana (que confeccionavam ferramentas feitas a partir de ossos de animais, hematita entre outras pedras), as culturas do Mesolítico (25.000-10.000 a.C.) cultura Halfana, cultura Qadan, cultura Sebiliana e cultura Harifiana, e as culturas do Neolítico (10.000-6.000 a.C.) cultura Faiyum do baixo Egito. Em 10.500 a.C. essas culturas já prativacam a colheita de grãos selvagens ao longo do Nilo. Há cerca de 10.000 a.C. uma cultura de caçadores-coletores e de pescadores foi substituida por outra que prativacava a agricultura e domesticação de animais. Em 9.000 a.C. já eram confeccionadas as primeiras lâminas de pedra em formato de foice para facilitar a coleta de grãos. Contudo há aproximadamente 8.000 a.C., ocorreram mudanças climáticas que começaram a ressequir as terras dificultando as práticas de plantio de grãos e de pastoril de animais, expandindo ainda mais as áreas de deserto do Saara. Esses povos tribais migraram para o Vale do Nilo, onde desenvolveram uma sociedade mais centralizada, que era baseada na economia agrícola sedentária.

    Em 7.500 a.C. se verifica a presença de animais que eram comuns apenas na Ásia, ou seja, se iniciou o processo de comercialização entre os povos, resultando na "importação de animais da Ásia" para a região do Egito.Há cerca de 7.000 a.C. a agricultura já estava em processo de início, diversos cereais já estavam sendo plantados e animais de rebanhos sendo criados. Os assentamentos ou cidades primitivas já estavam apresentando sinais de organização, com determinados locais sendo projetdos e planejados, com a presença de poços de água.

   • O Período do Arcaíco (6.000-3.150 a.C.): há cerca de 6.000 a.C. se iniciou o processo de agricultura organizada e de construção de grandes edifícios no Vale do Nilo. Navios rudimentares simples movidos a remo foram desenvolvidos e eram representados na arte rupestre da época. Em 5.500 a.C. já é possível verificar o conceito de religiosidade se destancando nesses povos, onde câmaras subterrâneas entre outros complexos subterrâneos eram construídos, como no caso de Nabta Playa, apenas para efetuarem sacrificios bovinos. Neste mesmo local (Nabta Playa) em 5.000 a.C. foram encontradas pedras que continham uma espécie de registro, o qual se acredito que sejam registros astronômicos arcaícos. Entretanto apenas no período neolítico é que surgiram as culturas pré-dinásticas, de maneira independente no Alto e no Baixo Egito. Entre elas se destacam as culturas Merimde, El Omari, Maadiana do Baixo Egito e as culturas Tasiana, Badariana e Naqada com suas subfases cultura Amratiana (Naqada I), cultura Gerzeana (Naqada II) e cultura Semaineana ou Períoro Protodinastico (Naqada III), que dariam origem posteriormente a civilização egípcia dinástica. O sítio mais antigo conhecido no Baixo Egito, é conhecido como Merimde e antecede os badarienses em quase 700 anos.

    Em 5.000 a.C. a cultura Badariana já utilizava mobiliários domésticos, utensílios de mesa, modelos de casas retangulares, panelas, pratos, copos, tigelas, vasos, estatuetas, pentes, entre outros objetos que existem até os dias atuais. Há cerca de 4.400 a.C. já podiam ser encontrados vestígios da fabricação de tecidos mais modernos, entre eles o linho. Em 4.000 a.C. o comércio nas culturas Naqada já estava adiantado ou bem desenvolvido, onde já era importado o cedro do Líbano, na cultura Gerzeana já se praticava o enterro de móveis e amuletos em salas subterrâneas, ao qual se acredita já com intenção de se utilizar após morte. Em 3.900 a.C. um outro evento aridificação do Saara leva a novo processo de migração humana para a região do Vale do Rio Nilo. Em 3.500 a.C. já se encontra vestígios do lápis-lazúli provavelmente importado da Mesopotâmia. Há cerca de 3.400 a.C. diversos cosméticos começaram a ser utilizados, se verifica também o processo de domesticação de macacos, a manipulação do ferro e de argamassas para a construção. Em 3.300 a.C. se verifica a utilização de instrumentos musicais como liras, de jogos de tabuleiro, sendo os mais antigo mundo que se tem registro e contas de cerâmica vitrificados que seriam os primeiros conhecidos utilizados para efetuar calculos financeiros auxiliando no comercio. As culturas do Baixo e do Alto Egito coexistiram durante mais de 2.000 anos separadamente, apenas comercializando produtos na forma de escambo ou trocas periódicas. As primeiras inscrições hieroglíficas egípcias surgiram apenas no final desse período prédinástico, há cerca de 3.200 a.C. em artefatos de cerâmica de Naqada III.

   - O Período Lendário (Sem data definida): época em que os "Deuses governavam o Egito", foi iniciada pelo Deus Ptah (Hephestus equivalente grego), que era o Deus da criação, seguido pelo Deus Ra (Helios equivalente grego), que era Deus do Sol, foi sucedido por Shu (Aelos equivalente grego), que era o Deus do Ar, depois veio Geb (Gaia equivalente grego), que era o Deus da Terra, seguido pelo Deus Osiris (Hades equivalente grego), que o Deus dos Mortos, na sequencia veio o Deus Set (Typhon equivalente grego), que era o Deus da Guerra do Caos, que foi sucedido por Horus (Zeus equivalente grego), que era o Deus do Céu, sendo seguido por Thoth (Hermes equivalente grego), que era o Deus do Conhecimento e por último Ma'at, que era o Deus da Ordem.

    Após esse período "Governado pelos Deuses", veio um período governado pelos Semi-Deuses, também conhecido como "Segunda Dinastia dos Deuses".

   No baixo Egito são conhecidos através da Pedra de Palermo os reis: Hsekiu, Khayu, Tiu, Thesh, Neheb, Wazner, Mekh e Falcão duplo, que reinaram entre cerca de 3.250-3.150 a.C. No alto Egito são conhecidos os reis: Escorpião I através da antiga tumba Umm el-Qa'ab que era simbolizado com a insignia de um escorpião e datado de cerca de 3.200 a.C., seguido de Iry-Hor (3.180 a.C.) e por Ka (3.160 a.C.).

   • O Período do Antigo Egito (3.150-2.686 a.C.): o rei Menés (Narmer ou Escorpião Rei) unificou os reinos do alto e baixo Egito há cerca de 3.150 a.C., criando a primeira dinastia que governaria o Egito pelos próximos 3 milênios seguintes. Após a unificação, o Egito passou a ser chamado de Tawy, que significava na linguagem egípcia antiga "duas terras", contudo após passado muito tempo da unificação, o nome perdeu o sentido e um novo nome passou a ser mais utilizado, o termo Kemet, que sigficava "terra negra" em referência as terras próximas ao rio Nilo que eram escuras por que continham elevada quantidade de matéria orgênica. A cultura egípcia evoluíu bastante de forma distinta de outras civilizações e de forma única durante este período, tendo sua própria religião, arte, línguas e costumes.

   - A Primeira Dinastia (3.150-2.890 a.C.): após o rei Menés, fundador da primeira dinastia, os sucessores seguintes são desconhecidos, sendo apenas mencionado o Faraó Hor-Aha (3.050-3.040 a.C.), seguido pelo Faraó Djer (3.040-3.000 a.C.) que governou durante cerca de 40 anos, sendo sucedido pelo Faraó Djet (3.000-2.990 a.C.). Sua sucessora foi Merneith (2.990-2.980 a.C.), que foi uma regente mulher até que seu filho Den pudesse ocupar o trono. O Faraó Den (2.980-2.938 a.C.) foi o primeiro faraó a ser retratado vestindo a coroa dupla do Egito e utilizando o nome dourado de Horus. Ele foi sucedido pelo Faraó Anedjib (2.938-2.928 a.C.), que por sua vez, foi seguido pelo Faraó Semerkhet (2.928-2.919 a.C.). O sucessor seguinte foi o Faraó Qa'a (2.919-2.900 a.C.), que foi sucedido por dois reinados muito curtos, sendo o primeiro do Faraó Sneferka (2.900-2.895 a.C.) e o segundo do Faraó Passáro Horus (2.895-2.890 a.C.), chegando ao fim da primeira dinastia.

   - A Segunda Dinastia (2.890-2.686 a.C.): foi iniciada pelo Faraó Hotepsekhemwy (2.890-2.860 a.C.) e seguido pelo Faraó Raneb (2.860-2.845 a.C.), também conhecido como Weneg, durante seu governo ocorreu uma divisão entre o alte e o baixo egito (Nynetjer, Weneg, Senedj, Seth-Peribsen, Sekhemib-Perenmaat), até que o Faraó Khasekhem (2.704-2.686 a.C.) reunificou o Egito em 2.690 a.C.

   • O Antigo Império (2.686-2.181 a.C.):este período se destaca pelo primeiro pico de elevação da complexidade da civilização egípcia e abrange desde a 3ª Dinastia até a 6ª Dinastia. A capital do Egito onde era centralizada a administração durante este período era a cidade de Memphis. Outra característica marcante deste período foram as construções fantásticas realizadas, dentre elas as famosas pirâmides, que são até hoje consideradas como maravilhas e patrimônio da humanidade. Em especial a pirâmide de Djoser, que foi construída durante a III Dinastia e as pirâmides de Gizé que foram construídas durante a IV Dinastia. Este período é também conhecido como "A Era das Pirâmides".

   - A Terceira Dinastia (2.686-2.613 a.C.): foi iniciada pelo Faraó Djoser (2.686-2.656 a.C.) que é considerado o construtor da primeira pirâmide, "A Pirâmide de degraus", construída e projetada por Imhotep. Ele foi sucedido pelo Faraó Sanakhte (2.656-2.650 a.C.) ou Nebka, que foi seguido pelo Faraó Sekhemkhet (2.649-2.643 a.C.), o qual também tentou construir outra pirâmide em degraus com o auxilio de Imhotep, mas que não foi acabada. Foi sucedido pelo Faraó Khaba (2.643–2.637 a.C.), também construiu uma pirâmide em degraus inacabada. Seu sucessor foi o Faraó Huni (2.637–2.613 a.C.), também conhecido como Qahedjet, que construiu uma pirâmide intermediária.

   - A Quarta Dinastia (2.613-2.498 a.C.): foi iniciada pelo Faraó Sneferu (2.613–2.589 a.C.), que construiu primeira pirâmide "verdadeira", a Pirâmide Vermelha e também a pirâmide inclinada que media 103 metros de altura da base até o topo (que era uma pirâmide de ângulo normal da base até 70% da altura, mudando drasticamente de inclinação no topo). Algumas teorias indicam que ele foi sepultado na Pirâmide Vermelha, enquanto outras teorias indicam que ele foi enterrado na Pirâmide Inclinada. Alguns ossos foram encontrados no interior da Pirâmide Vermelha, mas não existem evidências de que este seja o corpo de Sneferu.

    Ele foi sucedido pelo Faraó Khufu ou Cheops em grego (2.589–2.566 a.C.), que construiu a famosa Grande Pirâmide Quéops de Gizé, que sobrevive até os dias atuas, como umas das maravilhas do mundo antigo e patrimônio da humanidade. Inscrições sobre Khufu contam que ele foi o terceiro em sua família a governar, contudo não se conhece nenhum Faraó que tenha reinado entre Sneferu e Khufu. Sendo suposto que um irmão mais velho de Khufu tenha reinado por algum período de tempo muito curto, não dando tempo de ser mencionado com maiores detalhes nas inscrições e de terem sido erguidos monumentos em seu nome. Seu sucessor foi o Faraó Djedefra ou Radjedef (2.566–2.558 a.C.), que acredita-se ter construído a famosa Grande Esfinge de Gizé, como monumento para seu falecido pai, e a Pirâmide em Abu Rawash, a qual foi destruída pelo romanos para reutilizar seus materiais. A Pirâmide em Abu Rawash, segundo alguns estudos, poderia ter sido 20 metros mais alta que a Grande Pirâmide de Gizé em altura total, pois havia sido construída em local elevado, da altura da base até o topo a Grande Pirâmide de Gizé seria mais alta.

    Foi sucessido pelo Faraó Khafre ou Chephren em grego (2.558–2.532 a.C.), que construiu a famosa Pirâmide Quefren de Gizé, seu maior pirâmide do Egito, ela também sobreviveu até os dias atuas, sendo também considerada como umas das maravilhas do mundo antigo e patrimônio da humanidade. Se acredita que tenha sido construída pelo mesmo construtor da Grande Esfinge de Gizé. Os sucessores seguintes são insertos, podendo ter sido sucedido pelos Faraós Bikheris e Manetho (2.532 a.C.) cujos reinados teriam sido curtíssimos. O sucessor seguinte, com diversos registros, foi o Faraó Menkaura ou Mycerinus em grego (2.532 –2.503 a.C.), que construiu a famosa Pirâmide Miquerinus de Gizé, terceira e menor pirâmide de Gizé, que também sobreviveu até os dias atuas, sendo também considerada como umas das maravilhas do mundo antigo e patrimônio da humanidade.

   O sucessor seguinte foi o Faraó Shepseskaf (2.503–2.498 a.C.), que interrompeu a tradição das construções de pirâmides e construiu a Mastabat el-Fara'un para si. Ele foi seguido pelo Faraó Djedefptah (2.498 a.C.), que teve um reinado bem curto, colocando um fim em sua dinastia.

   - A Quinta Dinastia (2.498-2.345 a.C.): foi iniciada pelo Faraó Userkaf (2.498–2.491 a.C.), que foi enterrado em uma pirâmide em Saqqara e que construiu o primeiro templo solar em Abusir. O sucessor seguinte foi o Faraó Sahure (2.490–2.477 a.C.), que transferiu a necrópolis real para Abusir, onde ele construiu sua pirâmide. Os Faraóes seguintes desta dinastia, não tiveram muitas informações descobertas, Faraó Neferirkare Kakai (2.477–2.467 a.C.), Faraó Shepseskare (2.467–2.460 a.C.), Faraó Neferefre (2.460–2.458 a.C.), Faraó Nyuserre Ini (2.445–2.422 a.C.), Faraó Menkauhor Kaiu (2.422–2.414 a.C.), Faraó Djedkare Isesi (2.414–2.375 a.C.) e Faraó Unas (2.375–2.345 a.C.), terminando sua dinastia.

   - A Sexta Dinastia (2.345-2.181 a.C.): foi iniciada pelo Faraó Teti (2.345–2.333 a.C.), sendo seguido pelo Faraó Userkare (2.333–2.332 a.C.), que teve um reinado bem curto, se acredita que seja devido ao fato de tenha sido um usurpador do trono de Teti. Foi sucedido pelo Faraó Meryre Pepi I (2.332–2.283 a.C.), o Faraó seguinte foi Merenre Nemtyemsaf I (2.283–2.278 a.C.). Seu sucessor foi o Faraó Neferkare Pepi II (2.278–2.184 a.C.), que possivelmente possuiu o mais longo reinado da história humana, governando o Egito durante cerca de 94 anos ! Outras teorias apontam para um reinado de cerca de 64 anos, que mesmo assim o mantém como um dos reinados mais duradouros. Neferkare Pepi II morreu com uma idade excepcional para a época, com aproximadamente de 100 anos de idade. Um dos Faraós que aparecem como co-governantes de Neferkare Pepi II foi o Faraó Neferka (2.200–2.199 a.C.) e o Faraó Merenre Nemtyemsaf II (2.184 a.C.), que são provavelmente filhos de Neferkare Pepi II. Sendo sucedidos pelo Faraó Neitiqerty Siptah (2.184–2.181 a.C.), que teve uma esposa muito famosa Nitocris que influenciou em seu reinado, contudo foi o último de sua dinastia. Existem classificações que o colocam como o primeiro Faraó da 7ª e 8ª dinastias conjugadas.

   • O Primeiro Período Intermediário (2.181-2.060 a.C.): intermediário entre o Antigo Império e o Médio Império, ficou caracterizado por grandes variações climáticas que duraram cerca de 150 anos, provocando cheias do rio nilo maiores que as consideradas normais, que juntamente com uma estabilização do regime de governo da época, geraram grande prosperidade ao Egito. O Reino Antigo entrou em colapso rapidamente após a morte de Pepi II. A união dos dois reinos (Alto e Baixo Egito) se desfez entre dois líderes regionais, que tiveram que lidar com a fome resultante. Em 2.160 a.C., uma nova linhagem de líderes locais tentou reunir o Baixo Egito na capital em Herakleopolis Magna. Nesse intervalo, uma linhagem rival de líderes locais em Tebas se reuniu para comandar o Alto Egito e dessa forma, ocorreu um conflito de interesses entre as duas linhagens ou dinastias rivais. Em 2.060 a.C. Mentuhotep II, filho e sucessor do Faraó Intef III derrotou os faraós Herakleopolitanos e reuniu os dois reinos, começando assim o Médio Império.

   - A Sétima e Oitava Dinastias (2.181-2.160 a.C.): foi iniciada por Faraós das duas dinastias governando ao mesmo tempo no alto e no baixo egito, que por terem surgido como líderes locais e reinado por curtos períodos de tempo, não realizando tantas obras, dificultando assim as descobertas pela ciência e não conservando seus nomes com detalhes na história. São eles o Faraó Menkare, que é citado na tumba da Rainha Neit, o Faraó Neferkare II, o Faraó Neferkare (III) Neby, que começou a construir uma pirâmide em Saqqara e é citado na tumba de sua mãe Ankhesenpepi, o Faraó Djedkare Shemai, o Faraó Neferkare (IV) Khendu, o Faraó Merenhor, o Faraó Neferkamin, o Faraó Nikare, o Faraó Neferkare (V) Tereru, o Faraó Neferkahor, o Faraó Neferkare (VI) Pepiseneb, o Faraó Neferkamin Anu, o Faraó Qakare Ibi (2.169-2.167 a.C.), que construiu uma pirâmide em Saqqara e deixou escrituras a seu respeito nela. Ele foi sucedido pelo Faraó Neferkaure (2.167-2.163 a.C.), que é citado em um dos 3 decretos do templo de Min em Coptos. Seu sucessor foi o Faraó Neferkauhor Khuwihapi (2.163-2.161 a.C.), que é citado por 8 decretos do templo de Min e em escrições na tumba de Shemay. O sucessor seguinte foi o Faraó Neferirkare (2.161-2.160 a.C.), que foi citado por decreto do templo de Min.

   - A Nona Dinastia (2.160-2.130 a.C.): onde existem diversos nomes de Faraós ausentes ou apenas parcialmente encontrados, foi fundada pelo Faraó Meryibre Khety I ou Acthoes I (2.160 a.C.). Seu sucessores foram: um Faraó desconhecido, seguido pelo Faraó Neferkare VII, pelo Faraó Nebkaure Khety II ou Acthoes II, Faraó Senenh— ou Setut, outro desconhecido, Faraó Mery—, Faraó Shed— e finalizando a dinastia com o Faraó H—, onde se conhece apenas a primeira letra de seu nome.

   - A Décima Dinastia (2.130-2.040 a.C.): é composta por um grupo de governantes locais do baixo Egito e foi iniciada pelo Faraó Meryhathor (2.160 a.C.). Seus sucessores foram o Faraó Neferkare VIII, o Faraó Wahkare Khety ou Acthoes III e o Faraó Merykare que morreu em 2.040 a.C. chegando ao fim da Décima dinastia.

   - A Décima Primeira Dinastia (2.134-1.991 a.C.): é composta por um grupo de governantes locais do alto Egito, que se originaram de líderes de Thebas que seguiam os Faraós da 8ª e 9ª dinastias. Foi fundada pelo Faraó Intef, o Ancião Iry-pat, que servia a um governante desconhecido, liderou uma revolta e se intitulou governante do alto Egito. Foi sucedido por filho o Faraó Mentuhotep I Tepy-a (2.134 a.C.) que reinou de forma independente do baixo Egito como monarca de Thebas, ele morreu em 2.134 a.C., sendo sucedido pelo Faraó Sehertawy Intef I (2.134-2.117 a.C.), que foi o primeiro membro da dinastia a utilizar o nome Horus. Seu sucessor foi o Faraó Wahankh Intef II (2.117-2.069 a.C.), que conquistou Abydos, sendo sucedido pelo Faraó Nakhtnebtepnefer Intef III (2.069-2.060 a.C.), que conquistou Asyut.

   • O Médio Império (2.060-1.802 a.C.): foi marcado por período de grande expansão do comércio exterior, provocando uma abertura do reino para os comerciantes estrangeiros. Essa abertura que inicialmente se mostrou se muito próspera, trazendo muitas vantagens para os egípcios, a longo prazo não foi tão boa, pois os outros povos verificaram a prosperidade e as riquezas do Egito e no futuro este evento despertaria a cobiça e traria a guerra ao Egito. Esse período inicia continuando com a 11ª dinastia e com o Faraó Nebhetepre Mentuhotep II do alto Egito consquitando o baixo Egito e unificando o reino novamente.

   - Continuação da Décima Primeira Dinastia (2.134-1.991 a.C.): o Faraó Nebhetepre Mentuhotep II (2.060-2.010 a.C.) conquistou todo o egito em 2.015 a.C., reuninado o alto e o baixo Egito em só reino, fortificou sua dinastia e nação. Foi sucedido pelo Faraó Sankhkare Mentuhotep III (2.010-1.998 a.C.), que por sua vez teve como sucessor Nebtawyre Mentuhotep IV (1.998-1.991 a.C.), que não deixou muitas informações, seu nome não consta nas listas de faraós antigos e sua tumba é desconhecida, contudo seu nome é citado pelo seu sucessor. Com sua morte por assassinato sua dinastia também chegou ao fim.

   - A Décima Segunda Dinastia (1.991-1.802 a.C.): é considerada pelos egípcios posteriores uma das mais grandiosas dinastias, foi iniciada pelo Faraó Sehetepibre Amenemhat I (1.991-1.962 a.C.), que foi sucedido pelos: Faraó Kheperkare Senusret I ou Sesostris I (1.962-1.926 a.C.), Faraó Nubkaure Amenemhat II (1.926-1.895 a.C.), Faraó Khakheperre Senusret II ou Sesostris II (1.895-1.878 a.C.), Faraó Khakaure Senusret III ou Sesostris III (1.878-1.860 a.C.), que foi o mais poderoso faraó do Médio Império egípsio, Faraó Nimaatre Amenemhat III (1.860-1.815 a.C.), Faraó Maakherure Amenemhat IV (1.815-1.807 a.C.) e a rainha Sobekkare Sobekneferu (1.807-1.802 a.C.), a última de sua dinastia a governar.

   • O Segundo Período Intermediário (1.802-1.550 a.C.): foi marcado por período de instabilidade no regime de governo, durante a 13ª dinastia conflitos internos com uma família poderosa que governava a província Xois localizada a leste do delta do rio Nilo próximo ao Oriente Médio, provocaram uma revolta que culminou na separação dessa região com a autoridade central do Egito, criando assim a 14ª dinastia em 1.805 a.C., entretanto essa divisão do reino enfraqueceu o Egito e possibilitou a invasão e conquista do Egito pelos Hicsos. Os Hicsos iniciaram a invasão próximo de 1.720 a.C., quando tomaram a Torre de Avaris na nordeste do Egito, vindos da Ásia. Em seguida conquistaram o reino da 14ª Dinastia, criando assim, em 1.674 a.C. a primeira dinastia estrangeira (15ª dinastia) a governar o Egito.

    Os Hicsos continuram sua expansão no Baixo Egito líderados por Salitis e conquistaram grande parte dessaregião, incluindo a cidade de Memphis em 1.650 a.C., colocando um fim também na 13ª dinastia e fundando sua nova capital, na cidade de Aváris. Com a ausência de poder nativo no Egito após o final da 13ª dinastia, a cidade de Tebas declarou independência do Egito dominado pelos Hicsos criando a 16ª dinastia. Os Hicsos marcharam para sul e invadiram a cidade de Tebas, acabando com 16ª dinastia. Entretanto ao retornarem para o Baixo Egito, outra família nativa do Egito dominante em Tebas declarou independência e guerra aos Hicsos fundando a 17ª dinastia. Essa dinastia sob o comando dos Faraós Seqenenre Tao, Kamose e Amósis juntou uma grande exército no Alto Egito e marchou para o norte enfrentando os Hicsos e expulsando-os do Egito de volta para a Ásia, criando em seguida o Novo Império com a capital situada em Tebas.

   - A Décima Terceira Dinastia (1.802-1.649 a.C.): foi iniciada pelo Faraó Sekhemre Khutawy Sobekhotep I (1.802-1.800 a.C.), que era filho de Maakherure Amenemhat IV e fundador da 13ª dinastia, ele foi sucedido pelo seu irmão o Faraó Sonbef (1.800-1.796 a.C.). Em seguida ocorreu um período de diversas sucessões em um curto período de tempo, sendo os faraós seguintes: Faraó Nerikare (1.796 a.C.), Faraó Sekhemkare Amenemhat V (1.796-1.795 a.C.), Faraó Ameny Qemau (1.795-1.792 a.C.), que construiu sua pirâmide no sul de Dashur, Faraó Hotepibre Qemau Siharnedjheritef ou Sehotepibre (1.792-1.790 a.C.), Faraó Iufni (1.790-1.788 a.C.), Faraó Seankhibre Amenemhet VI (1.788-1.785 a.C.), Faraó Semenkare Nebnuni (1.785-1.783 a.C.), Faraó Sehetepibre Sewesekhtawy (1.783-1.781 a.C.), Faraó Sewadjkare (1.781 a.C.), Faraó Nedjemibre (1.780 a.C.), Faraó Khaankhre Sobekhotep (1.780-1.777 a.C.), Faraó Renseneb (1.777 a.C.), Faraó Awybre Hor I (1.777-1.775 a.C.), famoso devido sua tumba ter sido encontrada intacta com todos os seus tesouros e a estatua de Ka, Faraó Sekhemrekhutawy Khabaw (1.775-1.772 a.C.) filho de Awybre Hor I, Faraó Djedkheperew ou Khendjer (1.772-1.770 a.C.) irmão de Sekhemrekhutawy Khabaw, Faraó Sebkay (1.770 a.C.), Faraó Sedjefakare (1.769-1.766 a.C.), Faraó Khutawyre Wegaf (1.767 a.C.), Faraó Khendjer (1.766-1.762? a.C.), que construiu uma pirâmide em Saqqara, Faraó Imyremeshaw (1.762-1.757? a.C.), Faraó Sehetepkare Intef IV (1.756? a.C.), Faraó Seth Meribre (1.755? a.C.), Faraó Sekhemresewadjtawy Sobekhotep III (1.755-1.751 a.C.), Faraó Khasekhemre Neferhotep I (1.751-1.740 a.C.), Faraó Khaneferre Sobekhotep IV (1.740-1.730 a.C.), Faraó Merhotepre Sobekhotep V (1.730 a.C.), Faraó Khahotepre Sobekhotep VI (1.729-1.725 a.C.), Faraó Wahibre Ibiau (1.725-1.714 a.C.), Faraó Merneferre Ay I (1.714-1.691 a.C.), que teve o reinado mais longo da dinastia, Faraó Merhotepre Ini (1.691-1.689 a.C.) filho de Merneferre Ay I, Faraós desconhecidos (1.689-1.675 a.C.), Faraó Sankhenre Sewadjtu (1.675-1.672 a.C.), Faraó Mersekhemre Ined ou Neferhotep II (1.672-1.669 a.C.), Faraó Sewadjkare Hori (1.669-1.664 a.C.), Faraó Merkawre Sobekhotep VII (1.664-1.663 a.C.).

   Na sequencia existem poucas informações, 7 nomes de Faraós faltando seguidos de um nome parcial Mer[…]re, Faraó Merkheperre, Faraó Merkare, outro faraó desconhecido, Faraó Sewadjare Mentuhotep V (1.655 a.C.), seguidos de outros faraós com nomes parciais […]mosre, Ibi […]maatre, Hor[…] […]webenre, Se[…]kare, Seheqenre Sankhptahi, […]re, Se[…]enre e Sewahenre Senebmiu (1.650 a.C.).

   - A Décima Quarta Dinastia (1.805-1.650 a.C.): que foi baseada em uma poderosa família localizada a nordeste do delta do rio Nilo, na região de Avaris, de nomes semiticos e origem cananéia. Seu fundador foi o Faraó Yakbim Sekhaenre (1.805-1.780 a.C.), que foi sucedido pelo Faraó Ya'ammu Nubwoserre (1.780-1.770 a.C.) e na sequencia temos: Faraó Qareh Khawoserre (1.770-1.760 a.C.), Faraó Ammu Ahotepre (1.760-1.745 a.C.), Faraó Sheshi (1.745-1.705 a.C.), Faraó Nehesy (1.705 a.C.), Faraó Khakherewre (1.705 a.C.), Faraó Nebefawre (1.704 a.C.), Faraó Sehebre (1.703-1.699 a.C.), Faraó Sewadjkare III (1.699-1.694 a.C.), Faraó Nebdjefare (1.694 a.C.), Faraó Webenre (1.693 a.C.), reinou um faraó de nome desconhecido, seguido pelo Faraó Djefare (1.692-1.690 a.C.), Faraó Webenre (1.690 a.C.), Faraó Sekheperenre (1.689 a.C.), sendo estes últimos anos de reinado (1.690-1.650 a.C.), incertos com diversos nomes de faraós mencionados contudo perdidos no tempo.

   - A Décima Quinta Dinastia (1.674-1.535 a.C.): formada por governantes Hicsos, de origem na Ásia, que invadiram o Egito pelo noroeste. Os governantes desta dinastia são incertos, existindo os Faraó Semqen (1.649 a.C.), Faraó Aper-Anat (1.640? a.C.), Faraó Sakir-Har (1.630? a.C.), Faraó Khyan (1.625?-1.595? a.C.), que consuitou Tebas no final de seu reinado, Faraó Apepi (1.595?-1.555 a.C.) e Faraó Khamudi (1.555-1.544 a.C.).

   - A Dinastia de Abydos (1.650-1.600 a.C.): que foi uma dinastia independente que reinou apenas na região da cidade de Abydos, sendo representada pelos: Faraó Sekhemraneferkhau Wepwawetemsaf, Faraó Sekhemrekhutawy Pantjeny, Faraó Menkhaure Snaaib e Faraó Woseribre Senebkay, todos esses faraós possuem posições incertas, podendo também serem desconhecidos de outras dinastias desse período.

   - A Décima sexta Dinastia (1.650-1.580 a.C.): que foi uma dinastia nativa de Tebas liderada por uma poderosa família, surgida após a queda da capital Memphis para os Hicsos, em reprovação ao novo regime de governo. O nome do primeiro faraó foi perdida na Lista de reis de Turin, sendo seguido pelos: Faraó Djehuti Sekhemresementawy (1.645?-1.642? a.C.), Faraó Sobekhotep VIII Sekhemreseusertawy (1.642?-1.628? a.C.), Faraó Neferhotep III Sekhemresankhtawy (1.627? a.C.), Faraó Mentuhotepi Seankhenre (1.626? a.C.), Faraó Nebiryraw I Sewadjenre (1.625?-1.599? a.C.), Faraó Nebiriau II, Faraó Semenre, Faraó Bebiankh Seuserenre, Faraó Dedumose I Djedhotepre, Faraó Dedumose II Djedneferre, Faraó Montuemsaf Djedankhre, Faraó Merankhre Mentuhotep VI, Faraó Senusret IV Seneferibre e Faraó Sekhemre Shedwast.

   - A Décima sétima Dinastia (1.650-1.550 a.C.): era também nativa de Tebas e após a destruição da 16ª dinastia pelos Hicsos e seu retorno para o Baixo Egito, outra família de nobres dessa região declarou independência e guerra ao Hicsos, contudo agora reunia um exército maior, que sob o comando dos faraós do Alto Egito, conseguiu vencer diversas batalhas contra os Hicsos expulsando-os de vez do Egito. Entre os faraós que executaram esta jornada estão o Faraó Sekhemrewahkhaw Rahotep (1.620 a.C.), Faraó Sekhemre Wadjkhaw Sobekemsaf I (1.610?-1.603? a.C.), Faraó Sekhemre Shedtawy Sobekemsaf II (1.595? a.C.), que teve sua tumba saqueada e queimada durante o reinado do Faraó Ramses IX, Faraó Sekhemre-Wepmaat Intef V (1.585? a.C.), Faraó Nubkheperre Intef VI (1.575? a.C.), Faraó Sekhemre-Heruhirmaat Intef VII (1.570? a.C.), Faraó Senakhtenre Ahmose (1.558 a.C.), Faraó Seqenenre Tao (1.558-1.554 a.C.), que morreu em batalha lutando contra os Hicsos e Faraó Kamose (1.554-1.550 a.C.).

   • O Novo Império (1.550-1077 a.C.): este período se inícia com a fundação da 18ª Dinastia e durante as dinastias 19ª, 20ª, terminando no 3º Período Intermediário. Se caracteriza pela rápida ascensão do Egito como Império, o qual se expandiu muito conquistando outros povos menores da região. Conquistaram diversas regiões para o leste e para o sul indo até Jebel Barkal, na Núbia, lutaram e venceram batalhas famosas contra os Hititas, como a Batalha de Qadesh contra o rei Hitita Muwatalli II para conquistarem a Síria, Palestina, Israel e Líbano. Os faraós mais famosos pertenceram a este período, como Ramsés I, Ramsés II, Aquenáton (Amenhotep IV) que implantou o monoteísmo com o Deus Aton e sua mulher Nefertiti, Tutancâmon e Ramsés III. O Egito se tornou uma nação própera e cheia de riquesas, gerando cobiça nas civilizações da região, que diversas vezes tentaram conquistar o Egito e suas riquezas, inicialmente o egito foi invadido pelos Líbios, seguido pelos Núbios e depois pelos Assírios, mas o Egito durante este período sempre conseguiu expulsar os invasores.

   - A Décima Oitava Dinastia (1.550-1.292 a.C.): foi iniciada pelo Faraó Nebpehtire Ahmose I ou Ahmosis I (1.550-1.540 a.C.), irmão do Faraó Kamose, que o sucessedeu continuando a guerra contra os Hicsos, conquistando todo o norte do Egito. Ele foi sucedido pelos: Faraó Djeserkare Amenhotep I (1.540-1.520 a.C.), Faraó Aakheperkare Thutmose I (1.520-1.492 a.C.), Faraó Aakheperenre Thutmose II (1.492-1.479 a.C.). Ele foi sucedido por sua esposa a Rainha Maatkare Hatshepsut (1.479-1.458 a.C.), segunda mulher conhecida a reinar no Egito, descobertas recentes indicam que ela morreu de cancer nos ossos. Ela foi sucedida por seu enteado e filho de Aakheperenre Thutmose II, o Faraó Menkheperre Thutmose III (1.479-1.425 a.C.), também conhecido como o "Napoleão do Egito", após a morte de madrasta Maatkare Hatshepsut, que não o permitia conduzir o reino, ele iniciou um processo de expansão do Egito enorme, dominando as civilizações da região facilmente.

   Ele foi sucedido pelos: Faraó Aakheperrure Amenhotep II (1.425-1.400 a.C.), Faraó Menkheperure Thutmose IV (1.400-1.390 a.C.) e pelo Faraó Nebmaatre Amenhotep III (1.390-1.352 a.C.), que ficou conhecido como "O Rei Magnífico", pois ele governou o Egito durante o pico de poder do império, ultrapassando todos os outros faraós em números de monumentos e estatuas construídos, seu templo mortuário foi o maior construído que se conhece, contudo ele foi destruído por Rameses II. Análises recentes de DNA provaram que ele era avô de Tutancâmon.

    Seu sucessor foi seu filho o Faraó Neferkheperure-waenre Amenhotep IV ou Akhenaten / Aquenáton (1.352-1.334 a.C.), que foi o fundador de uma religião solar, isto é, centralizada no Deus sol Aton e Seu nome Aquenáton significava "Aton está satisfeito", sua esposa era a famosa Rainha Nefertiti. Ele foi sucedido pelo seu co-regente Ankhkheperure Smenkhkare (1.334-1.333 a.C.) até que seu filho estive pronto para governar, existe diversas teorias sobre a possível identidade desse co-regente, algumas indicam que ele era irmão ou cunhado de Aquenáton, outras o identificam como Nefertiti ou a filha mais velha de Aquenáton Meritaten. Logo em seguida o filho herdeiro de Aquenáton o Faraó Nebkheperure Tutankhaten ou Tutankhamun / Tutancâmon (1.333-1.324 a.C.) assumiu o trono, inicialmente ele retornou ao politeísmo e alterou seu nome de Aton para Amon, contudo seu reinado foi curto e ele morreu bem jovem, ficando conhecido como "O rei garoto". ele foi sucedido pelo Faraó Kheperkheperure Ay (1.324-1.320 a.C.), o qual se acredita ter sido um dos conselheiro próximos de Tutancâmon e que teria exercido o poder por trás do reinado de Tutancâmon. Sendo sucedido pelo Faraó Djeserkheperure-setpenre Horemheb (1.320-1.292 a.C.), que era um grande general de Tutancâmon e último de sua dinastia.

   - A Décima Nona Dinastia (1.292-1.190 a.C.): se inicia com o reinado do Faraó Menpehtire Ramesses I (1.292-1.290 a.C.), sendo seguida pelo Faraó Menmaatre Seti I (1.290-1.279 a.C.) e pelo Faraó Usermaatre-setpenre Ramesses II "O Grande" (1.279-1.213 a.C.), que é citado nos relatos da Bíblia associado a Moisés, ele também participou da famosa Batalha de Kadesh em 1275 a.C. com os Hititas. Ele foi sucedido pelo Faraó Banenre Merenptah (1.213-1.203 a.C.), que é relatado executando batalhas na Líbia e Canaã, fazendo também referencias a Israel. Sendo sucedido pelos: Faraó Menmire-setpenre Amenmesse (1.203-1.200 a.C.), Faraó Userkheperure Seti II (1.200-1.197 a.C.), Faraó Sekhaenre ou Akhenre Merenptah Siptah (1.197-1.191 a.C.) e pela Rainha Satre-merenamun Tausret (1.191-1.190 a.C.) também conhecida como Tawosret e era provavelmente esposa de Seti II, sendo a última governante de sua dinastia.

   - A Vigésima Dinastia (1.190-1.077 a.C.): teve como primeiro governante o Faraó Userkhaure Setnakht (1.190-1.186 a.C.), que foi seguido pelos: Faraó Usermaatre-meryamun Ramesses III (1.186-1.155 a.C.), Faraó User Heqamaatre-setpenamun Ramesses IV (1.155-1.49 a.C.), Faraó Usermaatre-sekheperenre Ramesses V (1.149-1.145 a.C.), Faraó Nebmaatre-meryamun Ramesses VI (1.145-1.137 a.C.), Faraó Usermaatre-setpenre-meryamun Ramesses VII (1.137-1.130 a.C.), Faraó Usermaatre-akhenamun Ramesses VIII (1.130-1.129 a.C.), Faraó Neferkare-setpenre Ramesses IX (1.129-1.111 a.C.), Faraó Khepermaatre-setpenptah Ramesses X (1.111-1.107 a.C.), Faraó Menmaatre-setpenptah Ramesses XI (1.107-1.077 a.C.), que no final de seu reinado acabou dividindo o poder com o Sumo Sacerdote de Amon Herihor no sul e Smendes I no norte.

   • O Terceiro Período Intermediário (1.077-732 a.C.): que também é conhecido pelo nome de Período Líbio, devido a grande quantidade de governantes Líbios que governaram durante este período e é marcado pelo colapso do Império Egípcio.

   - A Vigésima Primeira Dinastia (1.077-943 a.C.): que era baseada na região de Tanis e composta por uma família de grande influência nessa região. Teoricamente ele reinaram sob todo o Egito, entretanto, na prática, seu poder estava limitado apenas ao Baixo Egito. Foi inicialmente governada pelo Faraó Hedjkheperre-setpenre Nesbanebdjed (1.077-1.051 a.C.), que também era conhecido como Smendes I, seguido pelos: Faraó Neferkare Heqawaset Amenemnisu (1.051-1.047 a.C.), Faraó Aakheperre Pasebakhenniut I ou Psusennes I (1.047-1.001 a.C.), que também era conhecido como "O Faraó de Prata", Faraó Usermaatre Amenemope (1.001-992 a.C.), Faraó Aakheperre Setepenre Osorkon ou Osochor (992-986 a.C.), que era conhecido como "Osochor o Ancião", Faraó Netjerikheperre-setpenamun Siamun-meryamun (986-967 a.C.) e Faraó Titkheperure Pasebakhenniut II ou Psusennes II (967-943a.C.).

   - A Vigésima Segunda Dinastia (943-728 a.C.): os faraós dessa dinastia eram Líbios, iniciando o governo com o Faraó Hedjkheperre-setepenre Shoshenq I (943-922 a.C.) e foi seguido pelos: Faraó Sekhemkheperre Osorkon I (922-887 a.C.), Faraó Heqakheperre Shoshenq II (887-885 a.C.), Faraó Takelot I (885-872 a.C.), Faraó Hedjkheperre Harsiese (880-860 a.C.), que foi um rebelde governando a partir de Tebas, Faraó Usermaatre-setepenamun Osorkon II (872-837 a.C.), Faraó Usermaatre-setepenre Shoshenq III (837-798 a.C.), Faraó Shoshenq IV (798-785 a.C.), Faraó Usermaatre-setepenre Pami (785-778 a.C.), Faraó Aakheperre Shoshenq V (778-740 a.C.) e Faraó Aakheperre-setepenamun Osorkon IV (740-720 a.C.).

   - A Vigésima Terceira Dinastia (837-735 a.C.): eram também faraós de origem Líbia, que governaram a partir das cidades de Herakleopolis e Tebas. O fundador desta dinastia foi o Faraó Hedjkheperre-setpenre Takelot II (837-813 a.C.), durante seu reinado, ocorreu uma grande revolta em Tebas liderada pelo Faraó Usermaatre-setepenamun Pedubast (826-801 a.C.), que passou ter um governo independente, possuindo Usermaatre-setepenamun Iuput I (812-811 a.C.) como co-regente e o Faraó Usermaatre Shoshenq VI (801-795 a.C.) como sucessor. No entanto, o Faraó Usermaatre-setepenamun Osorkon III (795-767 a.C.) filho e sucessor de Takelot II, reconquistou Tebas e se proclamou Rei de todo o Egito. Ele foi sucedido por seu filho o Faraó Usermaatre-setpenamun Takelot III (773-765 a.C.), que auxiliou Osorkon III durante os últimos anos de seu governo. Contudo seu reinado não foi muito longo, sendo sucedido pelo seu irmão mais novo o Faraó Usermaatre-setpenamun Rudamun (765-762 a.C.) que também teve um reinado curto, não deixando sucessores definidos. O Faraó Menkheperre Ini (762-752? a.C.), um governante local, assumiu o governo de Tebas.

   - O Libu (805-732 a.C.): que é um período não reconhecido oficialmente como uma dinastia, mas é composto por governantes Líbios nômades que ocuparam o oeste do delta do Rio Nilo e influênciaram de certa forma na história do Egito. Foi composto pelos seguintes governantes: Inamunnifnebu (805-795 a.C.), um desconhecido (795-780 a.C.), Niumateped (780-755 a.C.), Titaru (763-755 a.C.), Ker (755-750 a.C.), Rudamon (750-745 a.C.), Ankhor (745-736 a.C.) e Tefnakht (736-732 a.C.).

   - A Vigésima Quarta Dinastia (732-720 a.C.): foi uma dinastia rival de curta duração centralizada em Sais, região do oeste do delta do rio Nilo, composta apenas de 2 faraós: o Faraó Shepsesre Tefnakhte (732-725 a.C.) e o Faraó Wahkare Bakenrenef ou Bocchoris (725-720 a.C.).

   • O Período Tardio (732-30 a.C.): que se basiea no período final de domínio egípsio, indo até a conquista pelos núbios, romanos, persas e macedônicos.

   - A Vigésima Quinta Dinastia (752-656 a.C.): que foi uma dinastia egípsia, que sofreu a invasão dos núbios no Baixo Egito, tomando-o do Faraó Pive, que permaneceu reinando apenas em Tebas e no Alto Egito. O fundador desta dinastia foi o Faraó Usermaatre Piye (752-721 a.C.), que sofreu o ataque severo do Rei da Núbia, perdendo o Baixo Egito. Sendo sucedido pelos: Faraó Neferkare Shabaka (721-707 a.C.), Faraó Djedkaure Shebitku (706-690 a.C.), Faraó Khuinefertemre Taharqa (690-664 a.C.) e Faraó Bakare Tantamani (664-653 a.C.), que perdeu o controle do Alto Egito em 656 a.C. quando Psamtik I conquistou Tebas, ele retornou para a Núbia e estabeleceu o Reino Napata, que extendia por todo o Egito.

   - A Vigésima Sexta Dinastia (672-525 a.C.): teve como fundador o Faraó Menkheperre Nekau I ou Necho I (672-664 a.C.), que foi morto por uma invasão de forças Kushitas (O Reino de Cuxe ou Cuxe, ou ainda Reino de Kush, foi um antigo reino africano situado ao sul de Assuã, situado entre a 1ª e a 6ª cataratas do Rio Nilo, onde hoje se localiza a república do Sudão) em 664 a.C., ele foi sucedido pelo seu filho o Faraó Wahibre Psamtik I ou Psammetichus I (664-610 a.C.), que conseguiu reunificar o Egito. Seu sucessor foi seu filho o Faraó Wehemibre Nekau II ou Necho II (610-595 a.C.), que foi um faraó diversas vezes mencionado pela Bíblia. Foi sucedido por seu filho o Faraó Neferibre Psamtik II ou Psammetichus II (595-589 a.C.), sucedido também pelo seu filho o Faraó Haaibre Wahibre ou Apries (589-570 a.C.), que teve que fugir do Egito após seu general ter se declarado como Faraó Khnemibre Ahmose II ou Amasis II (570-526 a.C.) e ter ganho a guerra civil. De acordo com o historiador grego Herodoto, Ahmose II foi o último grande governante do Egito, pois seu filho e sucessor Ankhkaenre Psamtik III ou Psammetichus III (526-525 a.C.), governou durante apenas 6 meses, sendo em seguida derrotado pelos Persas na Batalha de Pelusium e executado por tentativa de revolta. Chegando assim ao final dessa dinastia e dos "Tempos de Glória do Egito" e dos "Poderosos Faraós".

   - A Vigésima Sétima Dinastia (525-404 a.C.): essa dinastia é composta por governantes de origem Persa, que conquistaram o Egito em 525 a.C., sendo o fundador desta dinastia o Rei Metsuire Cambyses Cambyses II (525-521 a.C.), filho de Cyrus ou Ciro "O Grande" (559–530 a.C.) que era "O Rei dos Reis da Pérsia". Cambyses II venceu Psamtik III na Batalha de Pelusium e em seguida conquistou os reinos da Núbia e de Kush, logo após sua morte, Petubastis III (521-520 a.C.) que era um nativo egípsio rebelde do delta do Nilo, liderou uma revolta, mas que durou pouco tempo. Cambyses II foi sucedido por seu irmão mais novo Smerdis ou Bardiya (522-521 a.C.), que também governou durante curto tempo, sendo sucedido por Setutre Darius I ou Dario I "O Grande" (521-486 a.C.), que era filho de Hystaspes e se casou com Atossa (filha de Ciro I e irmã de Cambyses II e Bardiya) assumiu o governo ao derrubar Gaumata (suposto usurpador mago de Bardiya) com a ajuda de outras 6 famílias de nobres persas, governou o Império Persa durante seu auge, indo desde o oeste da Ásia, no Cáucaso, partes da Trácia, Macedônia e Faeonia, regiões costeiras do Mar Negro, partes do norte do Cáucaso, Ásia Central, Vale do Indo, no extremo leste e porções de norte e nordeste da África, incluindo o Egito, leste da Líbia e Sudão. Realizou também uma expedição militar para punir atenas e Subjulgar a Grécia, contudo essa expadição a conquista da pequenina Grécia resultou no fracasso Persa na famosa Batalha de Maratona em 490 a.C., vencida pelos gregos.

   
Dario I escolheu seu filho Xerxes I "O Grande" (486-465 a.C.) para lhe suceder ao trono, apesar de Xerxes não ser o seu filho mais velho (posto ocupado por Artobazan), Xerxes era seu filho mais velho com a esposa Atossa (filha de Ciro I). Artobazan tentou conquistar para si a coroa, contudo ela acabou indo para Xerxes, que continuou as expedições para punir e conquistar a Grécia, realizando a segunda invasão Persa por terra para a Grécia em , que Dario I havia planejado e preparado, mas havia morrido durante esta etapa. Xerxes convocou para a batalha exércitos de todas as nações conquistadas pela Pérsia, trouxe soldados assírios, Fenícios, babilônios, egípsios, entre outros e preparou mantimentos para todas as etapas. DE acordo com o historiador grego Herodoto, Xerxes e seus aliados e conquistados, cerca de 60 mil soldados incluindo 10 mil soldados de elite persas chamados "Os Imortais", foram vitoriosos nas batalhas iniciais. Contudo Xerxes sofreu perdas astronômicas na Batalha das Termófilas contra os Espartanos liderados por Leonidas, os Atenienses e demais gregos, vencendo as falangens gregas apenas com o auxílio de um traidor grego conhecido como Ephialtes, que mostrou outro caminho para contornar a falange grega. Os gregos foram derrotados e Atenas foi capturada, levando os ateniensis a uma última linha de defesa no istimo de Conrinto. Xerxes ordena um ataque naval aos gregos Salamis na Batalha de Salamina em 480 a.C., onde os gregos saem vitoriosos. Em seguida surgem revoltas internas na Babilônia em outras provincias que o fazem retornar a Pérsia, deixando na Grécia uma pequena parte de seu exército, quefoi derrotada pelos forças das cidades estados gregas combinadas no ano seguinte, colocando um fim nas famosas "Guerras Médicas".

   
Xerxes I foi sucedido por Artabanus (465-464 a.C.), que por sua vez, teve como sucessores Artaxerxes I (464-424 a.C.), Xerxes II (424-423 a.C.) e Darius II ou Dario II (423-404 a.C.), quando um revolta interna no Egito assume o controle do Egito, colocando um fim na 1ª dinastia Persa.

   - A Vigésima Oitava Dinastia (404-398 a.C.): que foi constituída de apenas pelo Faraó Amyrtaeus (404-398 a.C.), descendente direto dos faraós da 26ª dinastia que conseguiu liderar uma revolta com sucesso contra os Persas.

   - A Vigésima Nona Dinastia (398-380 a.C.): que foi outra dinastia de nativos egípcios, onde seu fundador o Faraó Baenre Nefaarud I ou Nepherites (398-393 a.C.) derrotou Amyrtaeus no capo de batalha e o executou. Ele foi sucedido pelos: Faraó Psammuthes (393 a.C.), Faraó Khenemmaatre Hakor ou Achoris (393-380 a.C.), que derrubou seu predecessor e foi sucedido por seu filho o Faraó Nefaarud II (380 a.C.), que foi derrubado e morto por Nectanebo I da próxima dinastia com apenas 4 meses de reinado, colocando um fim em sua dinastia.

   - A Trigésima Dinastia (380-343 a.C.): a última dinastia nativa do Egito, iniciada pelo Faraó Kheperkare Nekhtnebef ou Nectanebo I (380-362 a.C.), que assassinou Nefaarud II para assumir o trono. Foi sucedido pelo seu filho o Faraó Irimaatenre Djedher ou Teos (362-360 a.C.), que foi co-regente de seu pai até ser derrubado por Senedjemibre Nakhthorhebyt ou Nectanebo II (360-343 a.C.), que foi o último governante nativo do egito, após ter sido derrotado pelos persas aqueménidas em 343 a.C. finalizando assim a Era dos Faraós.

   - A Trigésima Primeira Dinastia (343-332 a.C.): quando o Egito é invadido e dominado novamente pelos persas comandados pelo Rei Artaxerxes III (343-338 a.C.), sendo sucedido por Artaxerxes IV Arses (338-336 a.C.), que perdeu o controle do Alto Egito, para o Faraó Khababash (338-335 a.C.) que liderou uma invasão a partir da Núbia. Artaxerxes IV foi sucedido por Darius III ou Dario III (336-332 a.C.), que reconquistou o Alto Egito em 335 a.C., entretanto, nessa época surgiu um dos maiores conquistadores de todos os tempos, Alexandre "O Grande" da Macedônia, que conquistou toda a Persia, incluíndo o Egito que já estava sob domínio Persa, colocando assim um fim na 2ª dinastia Persa no Egito.

   - A Dinastia Macedônia (332-309 a.C.): foi uma dinastia Helênica iniciada após a conquista da Pérsia e consecutivamente do Egito, por Setepenre-meryamun Alexander III ou Alexandre "O Grande" (332-323 a.C.), que derrotou Dario III na Batalha de Gaugamela de forma estratégica mente brilhante, com apenas quase a metade do tamanho do exército Persa. Após a morte de Alexandre, o governo do Egito passou para seu meio irmão Philip III Arrhidaeus (323-317 a.C.), até que o filho de Alexandre com Roxana pudesse assumir o trono como Haaibre Alexander IV (317-309 a.C.), iniciando assim a próxima e uma das mais famosas dinastias do Egito.

Alexandria - AVPH

   - A Dinastia Ptolomaica (305-30 a.C.): foi a segunda dinastia Helênica a reinar sobre o Egito, sendo uma característica forte deste período a regência e co-regência das esposas, nesta dinastia, as mulheres possuíram grande influência política e são citadas juntamente com os Faraós. O Reino Ptolomaico foi um poderoso estado, que se estendia desde o sul da Síria, a leste, até a Cirene, a oeste, e ao sul até a fronteira da Núbia. A capital foi transferida para a cidade de Alexandria, que se tornou o centro cultural e comercial do reino grego. Para conseguir a aceitação popular e o reconhecimento como governante legítimo pelos nativos, os governantes ptolomaicos se intitulavam como sucessores dos faraós, adotaram as tradições egípcias, começaram a se retratar em monumentos públicos, a se vestir como os antigos faraós e a participar ativamente da religião.

    Essa dinastia foi iniciada pelo Faraó Setepenre-meryamun Ptolemy I Soter (305-285 a.C.), que abidicou ao trono em 285 a.C. e acabou morrendo logo em seguida em 283 a.C., deixando o trono para sua esposa Berenice I (285 a.C.). Ela foi sucedida pelo Faraó Weserkare-meryamun Ptolemy II Philadelphos (284-246 a.C.), ele possuíu duas esposas que de certa forma auxiliaram no governo Arsinoe I (284-274 a.C.) e Arsinoe I (277-270 a.C.), ele teve como sucessor Faraó Ptolemy III Euergetes I (246-222 a.C.), que teve como esposa Berenice II (244-222 a.C.). Seu sucessor foi o Faraó Ptolemy IV Philopator (222-204 a.C.), que teve como esposa Arsinoe III (220-204 a.C.). Foi sucedido por Ptolemy V Epiphanes (204-180 a.C.), que sofreu um revolta no Alto Egito, onde o líder local se declarou independente e o Faraó Hugronaphor (205-199 a.C.), sendo continuado no comando do Alto Egito pelo Faraó Ankhmakis (199-185 a.C.). Entrentanto Ptolemy V conseguiu controlar a revolta e reunificar o Egito, sua esposa Cleopatra I (193-176 a.C.), auxiliou no governo durante seu reinado e após a sua morte, reinou junto com seu filho Ptolemy VI Philometor (180-145 a.C.) até que ele atingisse idade suficiente para governar. Sua esposa Cleopatra II (175-127 a.C.) auxiliou no govermo até depois da sua morte, governando juntamente com seu filho Ptolemy VII Neos Philopator (145-144 a.C.). Cleopatra II então se casou novamente com Ptolemy VIII Euergetes II (144-131 a.C.), que teve uma segunda esposa, Cleopatra III (144-131 a.C.). Cleopatra II verificando a transferência de poder para Ptolemy VIII e Cleopatra III, ploclamou Faraó seu filho Ptolemy Memphitis (131-127 a.C.), no entanto, Ptolemy VIII (127-116 a.C.) assainou Ptolemy Memphitis e assumiu o trono, tendo como co-regente Cleopatra III. Em 124 a.C. Ptolemy VIII se reconciliou com Cleopatra II e a elegeu co-regente até 116 a.C.

    O sucessor ao trono foi o Faraó Ptolemy IX Soter II (116-110 a.C.), que se casou com Cleopatra IV (116-115 a.C.), contudo ela acabou sendo retirada do poder por Cleopatra III. Os sucessores seguintes foram: o Faraó Ptolemy X Alexander I (110-109? a.C.), Faraó Ptolemy XI Alexander II (109?-80 a.C.), que se casou forçadamente com Berenice III (81-80 a.C.) e assassinando-a, gerando um revolta popular que o levou a morte. Quem asiumiu o trono foi o Faraó Ptolemy XII Neos Dionysos ou Auletes (80-58 a.C.), que era filho de Ptolemy IX, ele se casou com Cleopatra V Tryphaena (79-68 a.C.) e teve diversos filhos, entre eles Cleopatra VI (58-57 a.C.) e Berenice IV (58-55 a.C.) que governaram juntas até a morte de Cleopatra VI, então Ptolemy XII retornou a governar (55-51 a.C.), auxiliado pela sua filha Cleopatra VII Philopator ou a famosa rainha "Cleopatra" (51-30 a.C.), que assume a frente do governo auxiliada por seu irmão Faraó Ptolemy XIII Arsinoe IV (51-47 a.C.), seu irmão mais novo e marido Faraó Ptolemy XIV (47-44 a.C.) e no final do governo, juntamente com seu filho Faraó Ptolemy XV Philopator Philometor Caesar ou Caesarion (44-30 a.C.), que era o filho mais velho de Cleopatra e único filho do famoso Imperador Romano Julius Caesar (Júlio César), ele tinha apenas 3 anos quando foi proclamado Faraó e se tornou co-regente do Egito. Após o suicidio de Cleópatra logo em seguida a morte de seu amante general romano Marco Antonio devido ter sido derrotado pelo general romano Octaviano em 30 a.C., Ptolemy XV Caesarion foi assassinado por ordens do Imperador Romano Augustus (Octaviano), após vencer o Egito e torna-lo uma província de Roma no mesmo ano.

    Otaviano havia capturado Alexandria e diante de seu poderio militar, as forças de mercenários de Marco Antônio fugiram, fazendo com que Marco Antônio e Cleópatra VII perdessem as esperanças na vitória. Os ptolomaicos enfrentaram diversas rebeliões dos egípcios nativos ao longo de sua dinastia, devido ao regime de governo que era indesejado, aliado ao envolvimento em várias guerras externas e civis que enfraqueceram o Egito e provocaram à queda do reino e facilitaram a anexação pelo Império Romano. Contudo, a cultura helenística permaneceu e até prosperou no Egito longo tempo após a conquista muçulmana.

   • O Domínio Romano (30 a.C.-639): Roma havia se tornado um grande império, dominando todas as terras as margens do Mar Mediterrâneo a ponto de chama-lo de "Mare Nostrun" (Mar nosso), bem como diversas áreas persas, gregas e boa parte da Europa. O Egito passou a ser apenas mais uma província, governada a distância pelos imperadores romanos, que eram reconhecidos como faraós, contudo não costumavam utilizar este título fora do Egito.

   • O Domínio Árabe e Otomano (639-1.914): No início do século VII, ocorreu uma breve invasão persa, entretanto, os bizantinos expulsaram os persas rapidamente, mantendo o domíno sobre o Egito até o ano de 639 da era cristã. Nesse ano o Egito foi conquistado pelos árabes. Os egípcios passaram então a adotar a nova fé, misturando a cultura muçulmana com crenças e práticas egípcias antigas, resultando na origem das diversas ordens sufistas que existem hoje. Os governantes eram nomeados pelo Califado islâmico e mantinham o controle do país. Esse regime se manteve até o fim da dinastia aiúbida, quando a casta militar turcocircassiana dos mamelucos tomou o poder em 1.250 e continuou a governar até mesmo após a conquista do Egito pelos turcos otomanos em 1.517.

   Em 1.798 ocorreu uma rápida invasão francesa ao Egito, chefiada diretamente por Napoleão Bonaparte, que resultou num grande impacto na cultura do Egito, a influência dos princípios da Revolução Francesa e a chance de praticar o autogoverno. Após a retirada do exército da França, ocorreram diversas guerras civis entre os turcos otomanos, os mamelucos e os mercenários albaneses, até que Mehmet Ali, de origem albanesa, assumiu o governo do país e foi nomeado vicerei do Egito em 1805 pelos otomanos. Mehmet Ali realizou diversas obras públicas para modernizar o Egito, fortaleceu as indústrias, realizou uma reforma agrária, auxiliou na irrigação das terras agricultáveis, entre outras. ele foi sucedido por seu neto Ismail Paxá que continou e ampliada as modernizações.

   • O Domínio britânico (1.914-1.952): os custo envolvidos para conseguir manter esse processo de modernização e principalmente para a construção Canal de Suez, gerados a partir de uma má administração do Quediva Ismail Paxá, resultaram em enormes dívidas contraídas de credores europeus, deixando o Egito à beira da falência. Como pretexto para garantir o pagamento das dívidas os governos do Reino Unido e da França começaram a interferir no quedivato, resultando na renuncia de Ismail Paxá em 1879, deixando para seu filho, Tewfik Paxá, assumir o cargo. Foi declarada a moratória nacional no Egito em 1880, possibilitando aos credores europeus assumir o comando da área fiscal e das finanças do Egito. Esta situação constrangedora gerou grande descontentamento da população e dos militares, que unidos sob o comando do coronel Ahmed Urabi iniciaram a Revolucão Urabista para se livrar da dominação estrangeira.

   Para manter o controle sobre o Egito a Inglaterra enviou tropas e esmagou a revolta em 1882, mantendo o Quediva no poder. O Império Britânico prometeu retirar as tropas e deixar o Egito sob o comando do Quediva contudo as tropas britânicas permaneceram 72 anos no Egito. Mesmo que oficialmente o Egito continuasse sob domínio do Império Turco Otomano, quem realmente comandava eram os Altos Comissários Gerais britânicos, que eram também cônsules gerais do Império Britânico no Egito. Em 1914 os britânicos derrubaram o quediva Abbas II e declararam o Egito um protetorado militar, nomeando o tio de Abbas II, Hussein Kamil, como sultão do Egito. Terminada a Primeira Guerra Mundial, Saad Zaghlul e o Partido Wafd lideraram o movimento nacionalista egípcio. O Reino Unido ordenou então o exílio de Zaghlul e seus parceiros para o Ilha de Malta em 1919, provocando uma revolta popular, que aliada as frequentes rebeliões por todo o Egito, culminaram na independência do Egito.

   Foi implantado um sistema parlamentarista monárquico comandado por Fuad I, que foi reconhecido oficialmente pelos britânicos, sendo então criada uma nova constituição, Entretanto os britânicos mantiveram a ocupação militar e o controle das relações exteriores e das comunicações. Saad Zaghlul retornou ao Egito em 1924 e foi eleito para o cargo de primeiro ministro por voto popular, contudo ele renunciou no mesmo ano. Ocorreram novas eleições, mas o rei Fuad I encerrou o parlamento e outorgou uma nova constituição em 1930, que reforçava o poder da monarquia. Em 1936 foi assinado o tratado Angloegípcio, onde o Reino Unido se comprometia a defender o Egito e recebia em troca o direito de manter tropas no canal de Suez. A influência britânica e o aumento do envolvimento do rei Faruk I na política conduziram a Revolução de 1952, quando o Movimento dos Oficiais Livres derrubou militarmente o reinado de Faruk I, que abdicou em favor do seu filho Fuad II.

   •República Árabe (1.952): a monarquia egípcia continuou existindo formalmente com o regente Fuad II, contudo sem poderes para governar, até que serproclamada a república em 1.953, com o general Muhammad Nagib como o número 1 do Conselho do Comando Revolucionário tornando se o primeiro presidente do Egito moderno.

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